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10 temas para estudar atualidades para vestibular, Enem e concursos

Acompanhar notícias e entendê-las é fundamental para quem vai estudar atualidades para o vestibular, Enem ou para os concursos públicos. Quem está antenado ao que se passa no Brasil e no exterior sai na frente da concorrência.

Você sabe como estudar atualidades? As melhores fontes de informação são as empresas jornalísticas, que fazem a apuração dos assuntos e o divulgam ouvindo os dois lados do fatoa. Leia notícias e reportagens em sites, revistas e assista a programas jornalísticos na TV.

Para as provas, além de saber narrar o fato, é importante conseguir interpretar e contextualizar a notícia.

Pensando em ajudar quem está prestes a fazer uma prova e precisa estudar atualidades para o vestibular, listamos 10 temas que ocuparam as manchetes dos principais órgãos de imprensa este ano. Veja só!

1. Febre amarela

Ao menos quatro Estados enfrentaram um surto de febre amarela no início do ano. O governo federal lançou uma campanha de vacinação, mas com doses fracionadas, com um quinto do princípio ativo, para tentar conter o avanço da doença.

Inicialmente restrita a São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, a vacinação foi ampliada para todo o país. A campanha, no entanto, teve baixa adesão e acendeu o debate sobre a recusa dos brasileiros em se vacinar.

Parques e zoológicos foram fechados em várias cidades brasileiras, após o diagnóstico de febre amarela em macacos. Nessa época, os primatas, que não são transmissores da febre amarela, viraram vítimas da população, que passaram a matar os animais.

De julho de 2017 a julho de 2018, o País registrou 415 mortes por febre amarela, segundo o Ministério da Saúde.

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Apesar do surto de febre amarela, vacinação teve baixa adesão no país.

2. Intervenção federal no Rio de Janeiro

Na tentativa de diminuir os índices de criminalidade no Rio de Janeiro, o presidente Michel Temer assinou, em fevereiro, decreto determinando intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro.

O general do Exército, Walter Braga Neto, foi nomeado interventor para ser responsável pelo comando dos órgãos de segurança pública do Estado até 31 de dezembro de 2018.

O decreto de intervenção foi publicado em meio a uma onda de violência no Rio, com aumento das mortes de policiais, roubos de veículos e mortes violentas, agravada pela crise política e econômica.

A vereadora carioca Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram mortos no início da intervenção, em março. O duplo homicídio causou revolta pela demora nas investigações e pela incapacidade de solucionar o crime.

3. Vazamento de dados de usuários do Facebook

O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, teve de se explicar para o Congresso dos Estados Unidos sobre o vazamento de dados dos usuários para a consultoria política Cambridge Analytica. A empresa usou ilegalmente informações de 87 milhões de perfis no Facebook em 2014. O caso veio à tona em março de 2018.

A consultoria recolheu informações de perfis dos Estados Unidos, no Reino Unido e mais oito países por meio de testes de personalidade.

A Cambridge Analytica ficou conhecida pela influência na vitória de Donald Trump, para a presidência dos Estados Unidos, e na campanha do “brexit”, que culminou com a saída do Reino Unido da União Europeia.

Após o escândalo, o Facebook deu início a um movimento para proteger a privacidade dos usuários. Apesar disso, a rede social não parou de compartilhar os dados dos perfis com os fabricantes de hardwares e softwares.

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Após escândalo com consultoria política, Facebook anunciou movimento para proteção da privacidade de usuários. Foto: Tim Bennett

4. Venezuelanos no Brasil

A crise humanitária na Venezuela provocou uma onda de imigração em massa para o Brasil e países vizinhos. Fugindo do desemprego, da falta de comida e de remédios, os venezuelanos cruzaram as fronteiras em busca de trabalho e melhores condições de vida.

No Brasil, a principal porta de entrada dos imigrantes foi o Estado de Roraima, por onde 127.778 venezuelanos entraram entre 2017 e junho de 2018. Segundo o governo federal, 54% deles já deixaram o país.

Na capital Boa Vista, o número de imigrantes chegou a 25 mil, o equivalente a 7,5% da população local.

Sem ter onde morar, a maior parte dos recém-chegados acabava dormindo em rodoviárias e acampando em praças, em condições insalubres e exposta à violência e a problemas de saúde.

5. Deficit habitacional

O incêndio e o desabamento de um prédio de 24 andares, invadido por sem-teto, no Centro de São Paulo, reacendeu o debate sobre o deficit de moradias no Brasil.

O edifício Wilton Paes de Almeida desabou no começo de maio, após um incêndio, que começou com um curto-circuito no quinto andar, e deixou ao menos sete mortos. Mais de 400 famílias viviam no imóvel.

A tragédia expôs o drama habitacional de milhares de famílias brasileiras. Elas vivem em casas construídas com tapumes e restos de madeira, cortiços e prédios abandonados. Só na cidade de São Paulo, a prefeitura estima que 1,2 milhão de famílias vivem nessas condições.

Em 2015, havia a necessidade de construir 6,335 milhões de domicílios no país, dos quais 87,7% em área urbana, segundo a Fundação João Pinheiro, que desde 1995 realiza pesquisas sobre o deficit habitacional no Brasil.

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Para sanar deficit, país deveria construir 6,3 milhões de moradias.

6. Greve dos caminhoneiros

No fim de maio, os caminhoneiros entraram em greve, provocando uma crise de desabastecimento no país. Supermercados esvaziaram em menos de duas semanas, o combustível acabou nos postos, faltaram peças na indústria e as entregas de mercadorias atrasaram.

A paralisação rendeu aos grevistas a validação de uma tabela mínima do frete e a redução do preço do diesel, mas custou caro ao país. O movimento tornou mais difícil a retomada do crescimento econômico.

Os indicadores financeiros mostraram que, em maio, o setor de serviços caiu 3,8% ante abril. A produção industrial recuou 10,9% no mesmo período, e as vendas no varejo caíram 0,6%. Os índices negativos de maio interromperam uma série de altas na economia.

A greve também afetou a inflação de junho, que foi a maior em 23 anos. O IPCA, índice oficial de inflação, teve alta de 1,26%, encarecendo o custo de vida dos brasileiros.

7. Acordo entre Estados Unidos e Coreia do Norte

Os líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte fizeram, em 12 de junho, um encontro histórico. Donald Trump e Kim Jong-un se encontraram em um hotel em Singapura e assinaram uma declaração para a desnuclearização da península coreana.

Pelo acordo, os Estados Unidos se comprometeram a parar os exercícios militares, feitos juntos com o governo sul-coreano. As sanções comerciais contra a Coreia do Norte, no entanto, vão continuar até Pyongyang abrir mão das armas nucleares.

8. Guerra comercial

Os Estados Unidos impuseram tarifas a vários produtos chineses, declarando guerra comercial contra a China. O presidente Donald Trump ameaçou sobretaxar em US$ 50 bilhões as importações de bens chineses, como eletrônicos, componentes de aeronaves.

A China reagiu de imediato, informando que tomaria as medidas necessárias para defender os interesses do país. Uma das retaliações já aconteceu: a imposição da tarifa de 25% sobre a importação da soja norte-americana.

O Brasil pode se beneficiar disso, já que a China passará a comprar cada vez mais a soja brasileira, que é mais barata do que a produzida nos Estados Unidos.

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Restrições da China à importação da soja norte-americana pode favorecer agronegócio brasileiro.

9. Política de imigração nos Estados Unidos

A política de tolerância zero à travessia ilegal da fronteira dos Estados Unidos rendeu pesadas críticas ao presidente Donald Trump. Desde abril, quando novas diretrizes foram implementadas, o governo passou a denunciar criminalmente os imigrantes.

Com a nova prática, os adultos foram mandados para presídios federais, e as crianças, enviadas a abrigos. A separação das famílias causou comoção mundial e foi interrompida por ordem do presidente.

Enquanto a política de tolerância zero vigorou, ao menos 2.654 crianças teriam sido separadas dos pais, segundo cálculo do governo Trump.

10. Reforma da Previdência

O governo federal não conseguiu apoio para aprovar a reforma da Previdência no Congresso Nacional. A proposta estabelecia idade mínima para a aposentadoria (65 anos para homens e 62 anos para mulheres) e tempo mínimo de contribuição (15 anos para trabalhadores da iniciativa privada). Quem se aposentasse com o tempo mínimo, receberia 60% da média salarial.

A reforma afetaria a vida dos trabalhadores que ainda não se aposentaram e, segundo o governo, era essencial para a saúde do sistema.

Os números oficiais mostram que a Previdência tem deficit crescente em razão de dois fatores: longevidade da população e queda na taxa de natalidade. Assim, há menos trabalhadores ativos bancando a aposentadoria dos inativos. É por isso que o saldo é negativo – em maio, de R$ 15,1 bilhões.

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Sem os votos necessários, o Palácio do Planalto não conseguiu levar a proposta da reforma da Previdência para votação no plenário da Câmara dos Deputados. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Cuidado com as fake news!

As fake news, ou notícias falsas, copiam a estrutura jornalística para relatar uma mentira. São matérias que apresentam títulos e citações, por exemplo, mas que não passaram pelos critérios editoriais jornalísticos. Tudo é falso.

As fake news nasceram na campanha presidencial dos Estados Unidos, em 2016, para designar boatos divulgados por sites maliciosos.

As responsáveis pela propagação dessas notícias falsas são as redes sociais, porque os usuários compartilham o texto sem se preocupar com a origem da notícia. O resultado desse movimento é uma sociedade mal informada e abastecida por conteúdos falsos.

Tenha cuidado com a origem da informação que você busca para estudar atualidades para o vestibular, Enem e para os concursos públicos. Selecione apenas notícias de empresas jornalísticas confiáveis.

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